minha homenagem a ana das carrancas
Ana das Carrancas foi uma artista de Petrolina-PE que moldou, literalmente a arte popular brasileira. Conhecida como a "Dama do Barro", Ana Leopoldina dos Santos transformou a lama das margens do Rio São Francisco em arte, sustento e proteção.
Suas icônicas carrancas de cerâmica, marcadas pelos olhos vazados — uma poética homenagem ao seu marido cego —, transcenderam o artesanato ribeirinho para se tornarem verdadeiros amuletos de resistência, espantando os maus espíritos das águas e da vida.
My tribute to Ana das Carrancas
Ana das Carrancas was an artist from Petrolina-PE who literally shaped Brazilian folk art. Known as the "Lady of Clay," Ana Leopoldina dos Santos transformed the mud from the banks of the São Francisco River into art, sustenance, and protection.
Her iconic ceramic carrancas, marked by hollow eyes—a poetic tribute to her blind husband—transcended riverside crafts to become true amulets of resistance, warding off evil spirits from the waters and from life.
O processo
No design desta peça, a essência de Ana ganha vida através de texturas e traços que remetem à organicidade do barro úmido e à força rústica de suas esculturas. O desenvolvimento visual foi pensado para traduzir o peso cultural do "Velho Chico", vestindo o público com a mesma energia guardiã, ancestralidade e resiliência que consagraram o trabalho desta imensa mestra pernambucana.
Cada elemento tem um significado especial que conta um pouco da história da artista e também do rio. Nele há referencias diretas ao trabalho de Ana, mas também nomes de povos originários no alto, baixo e médio São Francisco, assim como a figura da ponte que liga Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), que hoje interliga quase toda a rota de transporte de mercadoria do Nordeste.
THE PROCESS

In the design of this piece, Ana's essence comes to life through textures and lines that evoke the organic nature of damp clay and the rustic strength of her sculptures. The visual development was conceived to translate the cultural weight of the "Old Chico" (São Francisco River), clothing the public with the same guardian energy, ancestry, and resilience that have consecrated the work of this immense Pernambuco master.
Each element has a special meaning that tells a bit of the artist's story and also of the river. It contains direct references to Ana's work, but also names of indigenous peoples in the upper, lower, and middle São Francisco, as well as the figure of the bridge that connects Petrolina (PE) and Juazeiro (BA), which today interconnects almost the entire merchandise transport route of the Northeast.
BIOMAS DO "VELHO CHICO"
Além da estampa principal, desenvolvi 3 estampas que descrevem os biomas por onde passa o Rio São Francisco.
No alto São Francisco, onde ele nasce, temos o cerrado, com seu principal representante: o carcará. No médio São Francisco, temos a caatinga, bioma que só existe no Brasil, com sua vegetação árida e cactos. Já no baixo São Francisco, onde o rio deságua no mar, teremos o bioma de mata atlântica, com seu famoso ecossistema Manguezal.
BIOMES OF THE "VELHO CHICO"
In addition to the main print, I developed 3 prints that describe the biomes through which the São Francisco River flows.
In the upper São Francisco, where it originates, we have the Cerrado, with its main representative: the caracara. In the middle São Francisco, we have the Caatinga, a biome that only exists in Brazil, with its arid vegetation and cacti. In the lower São Francisco, where the river flows into the sea, we have the Atlantic Forest biome, with its famous mangrove ecosystem.

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